REBELDE ENCONTRA REBELDE: IHSAHN ENTREVISTA KING DIAMOND
O obscuro senhor do Emperor troca idéias com a majestade infernal do Mercyful Fate e King Diamond.
Por Jon Wiederhorn
Tradução por Rafael Madrid Lacerda
No início, parecia como se forças estivessem em jogo e não quisessem que o precursor do black-metal Ihsahn (Líder dos mestres Noruegueses Emperor) e a lenda do metal-ocultista King Diamond (Mercyful Fate, King Diamond) se falassem. O dia anterior marcado para a entrevista original, Diamond disse à (revista) Revolver que havia machucado suas costas e estava "de molho", na cama, com dores extremas. A batalha entre o bem e o mal se iniciava.
Nós re-agendamos para uma semana depois, somente para receber um e-mail de Ihsahn dizendo que ele estava com uma infecção na garganta e estava impossibilitado de falar. Quando dissemos à Diamond, ele disse que tudo bem, pois seu gato preto, "Magic", estava urinando sangue e teria que ir urgente para o hospital.
Isto estava ficando estranho.
Felizmente, ambos os artistas queriam tentar de novo. Depois de tudo, Diamond tinha um novo álbum, "Give Me Your Soul... Please" (Metal Blade), para discutir, e Ihsahn é um grande fã de King e saboreou a oportunidade de falar com ele.
"Eu gostava do estilo de King Diamond antes mesmo de ouvir suas gravações originais" explicou Ihsahn. "Um amigo meu tocou uma vez o riff de abertura de "Welcome Home" [do álbum de 1988 de King Diamond entitulado "Them"] na guitarra e fiquei encantado. E acredito que "Them" é um dos álbuns que eu mais escutei em toda minha vida. Eu costumava ouvi-lo inúmeras vezes ao dia."
Todos os fãs de metal sabem da importância de King Diamond. Em 1983, quando bandas como Venom e Slayer escreviam sobre Satan, como uma forma de chocar, seu grupo Dinamarquês Mercyful Fate endereçava à Besta um lugar mais genuíno e experiente. Então, após o primeiro rompimento da banda em 1985, Diamond emergiu como um artista solo, e em seu segundo álbum de 1987, "Abigail", encontrou seu próprio nicho, compondo álbuns conceituais cativantes, progressivos e com roteiros horripilantes. Com a imagem obscura de ambas as bandas, assim como os distintos guturais demoníacos de King Diamond, falsetes lamuriosos, e maquiagem teatral, teria uma forte influência na cena metal por vir, particularmente na revolução Black Metal que estourou na Escandinávia, apenas alguns anos depois.
Comandante entre este movimento estava Ihsahn, da banda Emperor. Entre 1994 e 2001, o grupo lançou 4 álbuns seminais e voltados ao pensamento ("In the Nightside Eclipse", "Anthems to the Welkin at Dusk", "IX Equilibrium" e "Prometheus: A Discipline of Fire and Demise") que continuam a serem aclamados como alguns dos melhores do gênero. A banda Emperor também ganhou notoriedade internacional pelos seus atos criminais: o baterista original Faust, foi condenado por assassinato em 1994, enquanto o guitarrista Samoth foi preso em 1995 por mais de um ano por queimar uma igreja. Embora a banda Emperor tenha se separado em 2001, eles reuniram-se em 2005 exclusivamente para fazer alguns shows, e Ihsahn, assim como King Diamond, seguiu carreira solo. O selo Candlelight lançou seu primeiro CD, "The Adversary", em 2006.
Dada as históricas, temáticas e harmoniosas similaridades entre King Diamond e Ihsahn, não foi nenhuma surpresa que ambos os músicos finalmente se conectaram, não se calaram e por 90 minutos ambos pareciam ter esquecido completamente suas doenças e indisposições. Ihsahn sentou em uma negra cadeira de balanço na biblioteca de sua casa em Nodtodden, Noruega, bebericando chá entre seus comentários, e King Diamond estirado em seu quarto de dormir na sua casa em Dallas, oferecendo ansiosamente seus pensamentos. As forças do bem não tiveram uma oração.
Ihsahn: King, como você está?
King Diamond: Bem, apesar das circunstâncias. E você? Ihsahn: Nas circunstâncias. Minhas amídalas estão do tamanho de bolas de tênis.
Diamond: Oh, cara. Tenho um nervo inflamado na parte de baixo das minhas costas, do lado esquerdo. É a pior dor que eu tive em toda a minha vida. Durante nossa sessão de mixagem, eu estava sentado encurvado sobre o sofá por três semanas direto, no mínimo 12 horas por dia. Uma hora seu corpo diz, "Você é um completo idiota, e é isto que você terá".
Ihsahn: Entendo completamente. As vezes fico em uma posição no estúdio por 6 horas sem uma pausa. Você se torna obsessivo.
Diamond: Isso, quando estou lá, nada mais existe, nem ao menos saio para comer. Ihsahn: É estranho. Esta infecção na garganta é a primeira que tenho desde 1994. Antes disso, eu tinha várias por ano. Mas eu mudei minha técnica de cantar, e agora, mesmo em turnê perco minha voz.
Diamond: Não tenho problema perdendo minha voz. Normalmente é culpa de outras pessoas que eu fico doente em turnê. Você escuta alguém tossindo no ônibus de turnê e daí pra frente é só uma questão de tempo até que você pegue algo, a menos que queira se vestir como Michael Jackson, colocando aquelas máscaras. Ihsahn: É por isso que membros da realeza vestem luvas.E eles tocam levemente nas mãos pois eles apertam as mãos de muitas pessoas. Eles estariam constantemente doentes, de outra forma.
Diamond: Nós temos o mesmo problema. Há sempre um monte de pessoas para dizer "oi". E estes são momentos perigosos. E quando acabo um show, estou encharcado. Somente a pequena viagem, de voltar para o hotel para se secar é perigoso. Se você vai para fora, mesmo que seja em uma noite de verão, parece que você está na frente de uma geladeira.
Ihsahn: Está é a parte da turnê que eu não gosto. Gosto de fazer o show, mas há problemas de saúde e dificuldades técnicas, e atrasos e tantas outras coisas, que te distanciam da música, que o porquê de você supostamente estar lá.
Diamond: É como ser posto em um campo de tortura. Eu não gosto de estar longe de casa. Eu nunca consigo dormir no ônibus. Odeio turnês. Mas estar no palco é uma das melhores coisas que eu sei em minha vida. E é tão bom que compensa todos os problemas. Ihsahn: Então, conte-me sobre seu novo álbum.
Diamond: Parece como se tivéssemos tentado por 20 anos tirar uma carta de motorista, e nunca passássemos no teste. E desta vez, finalmente conseguimos esta licença. Gostaria que o King Diamond tivesse começado com este álbum, é assim tão bem que sentimos. Ihsahn: Quando você faz parte em criar algo original como Mercyful Fate e King Diamond, as pessoas comumente associam seu trabalho mais antigo com perfeição. Percebi isto eu mesmo. Com o Emperor, nós escrevemos o material para o nosso primeiro álbum, "In the Nightside Eclipse" [1994] quando eu tinha 16 anos. E o segundo álbum, foi o "Anthems to the Welkin at Dusk" [1997], e com tudo que fizemos depois disto, nós realmente tivemos que competir com estes álbuns. As pessoas colocaram tanto delas mesmas neles, que você se sente como o seu próprio competidor.
Diamond: É exatamente assim que me senti por muito tempo com o "Abigail" [1987]. Mesmo que você pense que alguns de seus álbuns definitivamente superaram-no, você tem que superá-lo por uma milha antes que ele seja simplesmente aceito. "Abigail" foi o primeiro álbum conceitual que fizemos, e o estilo é especial, portanto teve um impacto muito forte.
Nós realmente não podemos mais fazer isto novamente. Nossos fãs conhecem-nos agora. Então não é como se o nosso próximo álbum pudesse ser tão diferente que eles não pudessem nos reconhecer, porquê se fosse assim, não viria do coração.
Ihsahn: Se eu ganhasse uma moeda por cada pessoa que me pedisse novamente pra gravar com o Emperor, eu seria rico. A única coisa que sinto que devo aos fãs é continuar a fazer tudo do coração. Nós não começamos o Emperor tocando Black Metal primitivo para satisfazer a opinião pública. E não vou começar a fazer isto agora.
Diamond: Exatamente. E é por este motivo que as pessoas continuam querendo ouvi-lo. Você provavelmente nunca vai ser um artista platinado, nem mesmo eu. Mas não é isto o importante. Ihsahn: É sobre fazer aquilo que sente, e eu tenho a oportunidade de fazer da música meu meio de viver, desde que eu era jovem. Agora estou com mais de 30 anos, e sou muito grato. Tive o privilégio de viver meu sonho de infância sem comprometer minha expressão.
Diamond: Isso é muito raro. Ihsahn: E é de certa forma um presente. Eu não vou arruinar isto tentando me encaixar no modo como as coisas são feitas hoje.
Diamond: O que eu realmente gosto de fazer com minha música são estas histórias conceituais, gosto sempre de ter algumas filosofias de vida nas letras. Percebi lendo as letras de seu álbum solo ("The Adversary", 2006) que você também faz isto. Ihsahn: Sim, isto vem com o tempo. Nos primórdios do Emperor havia uma grande tensão e energia em tudo que fazíamos. Mesmo que a atenção que tivemos fosse puramente negativa, era mesmo assim uma confirmação que fizemos uma diferença. E acho que isto me levou a pensar seriamente sobre meu trabalho e não relatar as letras como um adolescente. A arrogância da juventude, some assim que você aprende mais, então você tem que começar a questionar tudo.
Diamond: Eu não gosto de julgar ninguém, mas eu gosto muito de levantar questões. Este novo álbum lida muito com a escuridão e o que possa ter nas sombras. Ihsahn: Acho que é muito sobre o que o metal foi sempre - uma expressão obscura da humanidade. No geral, acho que fomos criticados por isto e nos tornamos bode expiatório por praticamente qualquer coisa. Eu tive que enfrentar isso, e você provavelmente teve também, por causa da imagem satânica e este tipo de filosofia. E as pessoas o acusam sobre como você é como pessoa.
Diamond: Com certeza, e eles não sabem. Na verdade, não sou religioso de nenhum modo. Não tenho nenhuma fé. Eu nunca tive isso. Sou também uma pessoa muito privada. Não vou a clubes. Não gosto de cerimônias de premiação. Eu não suporto certas coisas. Eu não tenho uma gravata. Eu não sou bom o bastante sem uma gravata para certos lugares , em que as pessoas que não me deixam entrar, não vale a pena sequer ser associado à elas. Ihsahn: O contraponto disso é o cristianismo. E este tema todo reflete no álbum "The Adversary". O inimigo principal neste álbum - que eu critico mais - não é o cristianismo, é a indiferença. É isto que a Bíblia condena também. A indiferença vaga um pouco aqui e ali ou em qualquer lugar. E acho que é o que vemos quando nos colocamos na outra ponta da sociedade, por estarmos em um lugar muito extremo devido a nossa forma de se expressar. Quando nós colocamos este negro e escuro muro em volta de nós mesmos, ou nos colocamos deste lado, nós refletimos a sociedade.
Diamond: Eu gosto de refletir isto, mas eu nunca diria para uma pessoa "Eu acho que você está errado", pois certo e errado é muito individual. Eu gosto de levantar questões sobre o que me incomoda e deixar que as pessoas decidam-se. Como, em uma parte deste novo álbum, existem 13 juízes dizendo a um pequeno garoto, que foi morto pelo seu pai antes que o pai tivesse matado a si mesmo, "Você é um suicida. Você vai direto pro inferno.". E ele está gritando, "Não, isso é um erro!". O que estou dizendo é, se você acredita que há alguém julgando você após esta vida termina aqui na Terra, quem disse que eles não podem cometer um engano? Enganos foram cometidos por deuses antes. Lucifer foi um engano, certo? Ihsahn: Acho que eu me associei tanto com este simbolismo, pois o que ele queria é ser semelhante. Lucifer queria ser um indivíduo. Ele não queria simplesmente seguir a mente coletiva. E é esta base da luta do chamado bem, e do chamado mal.
Diamond: Não importa em qual lado você está religiosamente, há sempre o bem e o mal. O quanto de mal foi feito em nome da religião? É geralmente o caminho para todas as guerras. Ihsahn: Mas quando você tenta atravessar estas idéias, fazendo o tipo de música que fazemos, as pessoas dizem, "Bem, porque diabos então você não vive sozinho num castelo e torna-se um misantropo?". Eles esperam que você seja tão diferente. E ao mesmo tempo, eles querem que você faça o que eles originalmente querem de você - no meu caso, estar no Emperor. Então as pessoas querem que sigamos as palavras de Aleister Crowley - "Faça o que tu queres, pois é tudo da lei" - contanto que façamos de um modo que os satisfaça.
Diamond: É um colocação não realista, também. Digo, é uma bela sentença, mas se você viver assim, você vai preso rapidamente. Você tem sempre que levar no contexto e dizer "Eu posso viver assim de certo modo", mas eu não posso dizer "Ei, quero uma TV de plasma. Eu vou para uma loja e pegar uma". Você não vai muito longe. Ihsahn: Sim, mas nós lidamos com uma forma de expressão que é muito extrema, então nós dizemos coisas que são 10 ou 100 vezes mais extremas que a mensagem original. Assim como Friedrich Nietzsche disse "Tenho que gritar alto para mesmo aqueles que escutam mal possam me ouvir". Já é difícil o bastante fazer sua idéia espalhar-se, e se você disser "Faça quase tudo o que tu queiras", não deixa as pessoas inspiradas.
Diamond: Para mim, contar a história é a coisa mais importante. Se eu focasse somente nas mensagens, seria muito como "Ei, isto é o que você deveria pensar". Não é isto que faço; isto é o que pregadores e políticos fazem. Ihsahn: Sou muito melhor gritando e confrontando do que sendo um diplomata, que é o porquê de eu ter chamado meu álbum de "The Adversary". Tento não dizer às pessoas no que acreditar, mas ver meu papel como um confrontador, o qual questiona.
Diamond: Eu respeito todas as crenças, mas é importante perceber que crença é baseada em fé, significando que uma pessoa deve dizer "Creio que possa ser dessa maneira". Ninguém pode provar que sabe o que acontece após eles morrerem. Ihsahn: Certamente eles podem convencer eles mesmos.
Diamond: Mas eles não podem prová-lo para o resto do mundo. Nunca foi provado que não há Deus, tampouco. Seria estúpido se eu dissesse, "Eu não acredito em nada, então definitivamente não há Deus". Eu simplesmente gostaria que houvesse um Deus, ele se mostraria, para que todos pudéssemos ter uma vida melhor. Por que tantos conflitos no mundo são causados por algum tipo de disputa religiosa.
Ihsahn: Algumas vezes é do outro jeito. Estas pessoas no poder usam seus motivos religiosos para controlar as massas.
Diamond: E assim foi há tempos atrás. "As Cruzadas" é um típico exemplo do ganho de poder sobre as massas. E olhe para os Dez Mandamentos. Eu não acho que qualquer ser humano possa viver cumprindo-os, e tenho certeza que essa foi a intenção, pois cria poder sobre os outros. Ihsahn: Você disse que nunca teve crenças religiosas, mas quando estava no Mercyful Fate, você escreveu letras bem satânicas.
Diamond: Como você disse, você quer que as pessoas pensem, e tenham uma opinião própria sobre coisas que incomodam você. Pegue uma música como "Nuns Have No Fun" (do EP de estréia do Mercyful Fate de mesmo nome), por exemplo, que é sobre este culto estuprando uma freira e crucificando-a, e é nisso que a arte é baseada também. Você pode perguntar "O que tem de bom nisso?" Bem, eu não disse que há algo de bom nisso, mas não é engraçado ter uma capa de um álbum com música, e um monte de pessoas se espantam com isso? Eu tinha um monte de perguntas sobre o Cristianismo na época. E após o álbum ser lançado, fui convidado para aparecer em um programa de TV ao vivo na Dinamarca, com um padre que queria que o Mercyful Fate fosse banido do rádio e pegou uma vingança pessoal contra nós. Ele começou fazendo todas essas acusações, e a primeira coisa que eu disse foi "Quer saber? Eu realmente gosto da sua gravata. Acho que você está muito bem vestido para esta ocasião". Ele ficou totalmente mudo, e então disse, "Bem, obrigado", não sabendo o que mais fazer. E então eu disse "Opa.. orgulho. Não é um de seus pecados? Porquê está vestido assim para isto? Não deveria estar vestido normalmente? Bem esqueça isto, vamos falar um pouquinho sobre a Inquisição. Não seria legal falar sobre isto, agora que já falamos da capa do meu álbum? Pois isto são coisas que sua fé realmente fez. Eles não somente desenharam numa pequena capa. Eles fizeram de verdade para quantas pessoas?". Ele deixou o estúdio e nunca mais nos interferiu de novo. Ihsahn: Sim, mas isto foi há muito tempo...
Diamond: Sim, foi, e algumas vezes as letras satânicas que escrevo são mal interpretadas, como na música "A Dangerous Meeting" (Do álbum de 1992, do King Diamond, do mesmo nome). Eu tive um monte de experiências com o sobrenatural, especialmente nesse apartamento em Copenhagen, onde essas coisas antigas foram escritas. E esta música é na verdade um aviso que diz "Ei, não mexa com esse tipo de coisa. Se você não tiver uma pessoa lá que possa realmente interpretar as coisas da maneira certa, é muito perigoso, por que você não sabe o que está falando com você. Se sentir-se zombado ou desrespeitado, pode responder de volta com coisas que irão arruinar sua vida. A "Ouija Board" (famosa mesa para "brincadeiras" com espíritos, nas quais um grupo de pessoas se reúne, faz uma pergunta, e aguarda uma resposta através de um espírito, em uma mesa) vai dizer pra você "Você vai morrer de uma doença grave" ou algo do tipo, e pelos próximos 20 anos, você vai sempre se perguntar "Quando isto vai acontecer?". Após minhas primeiras experiências com o sobrenatural, eu fui para livraria e li muitos livros sobre o oculto, e percebi que na maioria das vezes estes livros foram escritos por um ponto de vista específico, onde o satanismo era retratado como estes maníacos sacrificando e comendo bebezinhos. E é algo que não posso tolerar, isto é insanidade. Ihshan: É como na guerra, onde é sempre o vencedor que descreve o perdedor e descreve a guerra. Tenho feito música por quase 17 anos agora, e obtive um monte de merda pelo que eu fiz e pelo que eu defendi. Apanhei, amigos meus perderam empregos somente por me conhecer. E todo o ódio coletivo que pessoas resolveram acumular, e as coisas que eu acreditei defender e não tinham nada a ver com o que colocava nas letras. Então no começo de 2000, as pessoas na Noruega começaram a perceber que o Black Metal era o maior exportador cultural da Noruega, e o Emperor uma das bandas mais bem sucedidas em termos de vendas. E de repente havia um sucesso por trás disso, e as atitudes das pessoas mudaram. Quando eu lancei meu álbum solo, o qual é liricamente a coisa mais agressiva e crítica que eu já fiz, ninguém se importa. Eles me deram um prêmio cultural porque eu subitamente me tornei uma celebridade e um músico bem sucedido.
Diamond: Bem, talvez isto faça de você o vencedor. |